sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
455 anos - São Paulo
Apesar de todo esses problemas, São Paulo tem suas qualidades. Nessa cidade é onde as coisas acontecem, é onde tem as grandes escolas, universidades, tem os grandes centros empresariais, tem os grandes comercios, as grandes casas de show e espetáculo, entre outros. São Paulo é uma cidade que não pára. é onde se encontram diversas culturas, etnias, nações, crenças e todos vivem em harmonia, um respeitando o outro.
Estou consciente dos problemas dessa cidade, mas eu amo São Paulo!!! Eu amo o rio Pinheiros e Tiête. Seu cheiro, para mim, virou perfume, assim como a fumaça, na qual dividimos a atmosfera. São Paulo é onde nasceu grandes bandas de Rock, como o Titãs, Ira!, Ultraje à Rigor, 365, Garotos Podres, Inocentes...
São Paulo, longa vida a essa cidade!!!
Campanha de Prevenção do Câncer Bucal
O Câncer de Boca tem cura. Você mesmo pode ajudar, realizando o Auto-Exame da boca e consultando o seu Cirurgião Dentista.
O que é?
O câncer de boca é um dos tumores malignos mais comuns no Brasil e afeta principalmente os homens acima de 45 anos. No entanto, a incidência em mulheres que possuem os hábitos considerados de risco está aumentando. O Câncer bucal tem cura, principalmente quando diagnosticado no início.
Qual a causa?
Os principais fatores que podem levar ao aparecimento do câncer de boca são: o hábito de fumar e consumir bebidas alcoólicas em excesso. Quando fumo e álcool estão associados, o risco de desenvolver a doença aumenta mais de 100 vezes. Nos casos de câncer de lábio, a exposição ao sol é o principal fator, seguido do fumo.
Como aparece?
O câncer de boca aparece geralmente como uma ulceração (ferida) com as bordas elevadas. Pode apresentar-se também com coloração branca e/ou vermelha. Essa ferida, no início, não dói e não cicatriza.
Qualquer alteração de cor ou volume deve ser examinada pelo dentista, bem como dificuldade em falar ou engolir.
Como é feito o diagnóstico?
A principal forma de se detectar o câncer de boca é através do auto-exame de boca. Quando qualquer alteração for encontrada, deve-se procurar o dentista que irá avaliar a necessidade da realização de uma biópsia (remoção de um pequeno fragmento para exame microscópico) para confirmação do diagnóstico.
Aspectos Clínicos do Câncer de Boca:

Como é o tratamento?
O tratamento é feito basicamente através de cirurgia, associada ou não a quimioterapia e radioterapia.
O câncer tem cura?
Sim, se diagnosticado no início, e tratado da maneira adequada, a cura do câncer de boca pode ser obtida na maioria dos casos. Metade dos casos no Brasil são diagnosticados tardiamente, a melhor maneira de reverter essa situação é com a informação e o auto-exame de boca.
Como prevenir?
• deixe de fumar;
• não beba em excesso;
• proteja os lábios e a pele contra os raios de sol;
• alimente-se de maneira saudável, com verduras, frutas e legumes;
• execute o autoexame todo mês;
• procure o dentista se tiver alguma dúvida ou notar qualquer alteração.
Autoexame da Boca:
Todas as regiões da boca devem ser examinas. Procure um espelho em um local bem iluminado e observe:

O Câncer de boca tem cura; realize o autoexame para continuar sorrindo saudável.
bibliografia: www.crosp.org.br
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Origem da língua Portuguesa
Do curso e colégio Objetivo
Muito pouco se sabe das antigas populações que habitaram a Península Ibérica do século III a.C., quando os romanos a invdiram para expulsar as tropas cartaginesas de Aníbal, na segunda Guerra Púnica, iniciando o processo de romanização da região. A população local constituía uma complexa mistura de raças; celtas, iberos, púnico-fenício, lígures, gregos e outros grupos mal identificados, que quase nada conservaram suas línguas nativas.
Apesar da resistência de alguns povos do norte, já no século I d.C., toda a Península se rimanizara, e o latim passou a ser a língua comum, com excessão das regiões montanhosas do norte, onde as populações mentiveram a língua nativa, o basco,que até hoje é falado.
O latim levado pelos dominadores era o latim vulgar (sermo vulgaris), denominação que compreende as inúmeras variedades da língua falada pelos soldados, colonos e funcionários romanos. Esse latim vulgar, mesmo em roma, diferia do latim literário ou clássico (sermo litterarius), escrito com intenções artiticas, sob influência grega, e que foi se depurando até atingir, no século I a.C.,a alta perfeição da prosa de Cícero ou da poesia de Virgílio e Horácio. Com o tempo, foi-se acentuando a diferença entre a língua literária, praticada por uma pequena elite, e a linguá corrente, falada pelos mais variados grupos sociais e étnicos da Itália e das províncias incorporadas ao Império Romano, que, sob o governo de Trajano, atingiu o máximo de sua extensão geográfica, da Lusitânia à Mesopotâmia, e do norte da África à Grã-Bretanha.
Falado em tamanha área geográfica, por povos de raças tão diversas, o latim vulgar perdeu sua unidade, já precária de origem, pois servia de meio de comunicação a variadas comunidades de analfabetos. Nos centros urbanos mais importantes, o ensino do latim difundia o padrão literário e, com isso, retardava os efeitos das forças de diferenciação. Mas, no campo, nas vilas e aldeias, a língua sem nenhum controle normativo, passou por um processo irreversível de dialetalização. já no século III da nossa era, a unidade lingüística do império não mais existia, ainda que sobrevivessem os vínculos políticos e certa comunidades de civilização. É o que se chama de romãnia, em contraste com a Barbária, as regiões habitadas por outros povos.
alguns fatos históricos contribuíram para acelerar o processo de dialetalização. Entre eles, destacamos:
-desde 212, o édito de Caracala estendera o direito de cidadania a todos os indivíduos livres do Império, com o que roma e a itália começaram a perder a situação provolegiadaque desfrutavam.
-Diocleciano, que governou de 284 a 305, instituiu a obrigatoriedade do latim como língua da administração, mas anulou os efeitos unificadores dessa medida ao descentralizar política e aministrativamente o Império em doze dioceses, aguçando os "nacionalismos" regionais e locais.
-Em 330, constantino, que se tornara defensor do cristianismo, tranferiu a sede d Império para Bizâncio, a nova Constantinopla. roma, destituída da condição de capital, deixou de exercer a função de reitora da norma lingüistica
-Com a morte de Teodósio, em 395, o império foi dividido entre seus dois filhos. Arcáadio ficou com o Império do oriente, que teve vida longa, perdurando até 1453. honório ficou com o Império do ocidente, que, depois de sucessivas invasões (hunos, visigodos, ostrogodos, burguinhões, suevos, alanos e vândalos), sucumbiu em 476, quando o Odoacro destronou o imperador fantoche Romulus augustus, apelidado com o diminutivo Augustulus, "Augustinho".
As forças ling6uisticas desagregadoras impuseram-se rapidamentee, já no fim do século V,os falares regionais estavam mais próximos dos futuros idiomas românicos ou neolatinos do que o próprio latim. Começa o período que se denomina romanço ou romance (do latim romanice,, que significa "falar à maniera dos romanos"). é a denominação que se dá à língua vulgar nessa fase de transição, que termina com o aparecimento de textos redigidos em cada uma das línguas românicas: francês, italiano, espanhol, sardo, provençal, rético, catalão, galego-português, franco-provençal,dálmata e o romeno.
Entre os povos germânicos que invadiram a Península Ibérica, os visigodos, que eram os mais civilizados, impuseram-se aos demais (vândalos, suevos e alanos). O Império Visigótico perdurou até 711, quando rodrigo, o último rei godo, não pôde deter a invasão árabe. Esse império, que se pode chamar de romano-visigótico, tinha como religiaão o cristianismo e como língua o hispano-românico, legítimo continuador do latim vulgar. Excluídos os nomes próprios de pessoas e lugares, a contribuição goda para o léxico português é pequena, não excedendo de 40 termos.
EVOLUÇÃO DA LÍNGUA PORTUGUESA
Do latim ao português atual, reconhcem-se os seguintes períodos na evolução da Língua Portuguesa:
A- Latim lusitânico, língua falada na Lusitânia, desde a implantaçãodo latim até o éculo V, na qual não há documento escrito;
B- romance lusitânico, língua falada na Lusitânia, do século VI ao século IX, da qual também não há registro;
C- português prto-histórico, língua falada até fim do século XII, da qual há vestígio em palavras intercaladas nos documentos escritos em latim bárbaro ou em latim tabeliônico, usad nos registros cartórios. alguns livros didáticos incluem neste período os dosi anteriores.
D- português arcaico, do se´culo XII (fins) ao XVI, compreendendo dois períodos distintos:
D-1 - o galego-português, do século XII ao século XIV
D-2- o português médio, séculos XII ao XIV, em que ocorre a separação do galego-português em dois idiomas distintos, e a Língua Portuguesa inicia a transição entre a fase arcaica e a moderna.
E- português moderno, da segunda metade do século XVI até os nossos dias. Em 1536, com a primeira gramática de Fernão de Oliveira, a Língua Portuguesa começa a uniformizar-se. Nesse esmo século, com Luís de Camões, atinge a excelência literária.
"Dedico esta postagem ao saudoso e inigualável F.T."
sábado, 17 de janeiro de 2009
Titãs - A vida até parece uma festa
As bandas de rock vivem um dilema eterno: permanecer ou não? A impermanência do rock está em seu código genético: música para jovens, feita por jovens, para vivenciar - pelo menos durante os poucos minutos que duram as boas canções de rock - a impressão de liberdade total e a ilusão de desprendimento do mundo adulto e das convenções sociais. O rock consegue transcender (e transgredir) justamente porque é provisório. É sua impermanência que o impede - ou deveria impedir - de se tornar mais um "tijolo" do sistema. Papo brabo. Mas é isso mesmo.
São poucas as bandas que sobrevivem muito tempo, e quando sobrevivem, são invariavelmente taxadas de mercenárias, burocráticas ou impostoras. Traidoras da grande irreverência do rock, sua pedra fundamental. Digo tudo isso porque acabo de assistir à pré-estréia do filme Titãs - A Vida Até Parece Uma Festa, com direção do meu amigo mais que amigo, irmão camarada, Branco Mello - glorioso cantor, baixista e compositor dos Titãs - e Oscar Rodrigues Alves, diretor talentoso e com alma de músico.
Incrível como vinte e sete anos de minha vida se condensaram na hora e meia que dura o filme. O começo da carreira, a luta por firmar uma identidade, os hilariantes programas de auditório, o reconhecimento, grandes shows, grandes sucessos, pequenos fracassos, perdas, ganhos, loucuras, prisões, paixões, decepções. E muita, muita música. Tudo ali, como nos grandes romances: alegria, tristeza, sangue, suor, cerveja, amor, lágrimas, risos, vida e morte. Não somos mais jovens. E nem fazemos mais música só para jovens. Mas permanecemos uma banda de rock viva e atuante.
Em determinado momento do filme eu falo sobre a ilusão de Peter Pan que acomete todo roqueiro que integra uma banda. A impressão de que a adolescência nunca vai acabar, de que os excessos sempre conduzirão a um oásis pleno de felicidade. E então vem a morte de um membro, a saída de outro, uma e outra frustração da vida adulta, e finalmente nos damos conta de que o Peter Pan também envelhece. Mas continua, irremediavelmente, irresponsavelmente, brincando de caçar a própria sombra.
sábado, 10 de janeiro de 2009
O rock...
Sempre que o rock consegue incomodar ditaduras e censores, ele está cumprindo sua função essencial. Além de balançar esqueletos, descarregar libido nos organismos e fazer com que multidões batam palmas e acendam isqueiros em estádios, o rock serve também para defender a liberdade e questionar aqueles que a combatem. Ou deveria servir. Por mais que comunistas, totalitaristas e outros "istas" discordem, o ritmo inventado por Elvis Presley em 5 de julho de 1954 é a grande expressão musical do desejo humano de ser livre para fazer o que der na telha.
É por isso que vejo com alegria que Chinese Democracy, o novo CD do Guns'n'Roses (em chinês, Qiang Hua) está causando alvoroço, estardalhaço e preocupação nos guardiões da ditadura chinesa. Um jornal do governo acusa o CD de fazer "parte de um complô ocidental que quer controlar o mundo usando a democracia como garantia". Caramba! Quando foi a última vez que algum disco de rock conseguiu ser tão ameaçador?
Apesar de críticos brasileiros terem se apressado em qualificar o disco de ruim e exagerado - como podem julgar um disco em tão pouco tempo? Quem já não teve uma primeira impressão ruim de um disco que depois veio a amar profundamente? -, parece que Chinese Democracy ainda tem muita lenha para queimar. O disco demorou catorze anos para ficar pronto, consumiu milhões de dólares e carbonizou a paciência e os cargos de muitos executivos da indústria fonográfica.
Catapultou seu autor principal, Axl Rose, ao panteão dos loucos geniais, como Orson Welles e Brian Wilson. Talvez por isso mesmo, por toda a aura mítica que angariou em torno de si, Chinese Democracy carregue um gen de ruptura fundamental para a sobrevivência do rock não apenas como gênero musical, mas como agente transformador. O CD é proibido na China, além de inacessível via Internet. E apesar de tudo isso já é um sucesso entre os chineses. O que tanto a grande potência econômica (e ditadura) do mundo teme no disco do Guns'n'Roses? Poderíamos dizer aos burocratas chineses, à guisa de consolo, it's only rock and roll...
domingo, 4 de janeiro de 2009
Vejo o passado refletir no presente...
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
O que esperar dos prefeitos
A primeira coisa a esperar dos novos prefeitos, ou dos antigos que conseguiram renovar o mandato, é que gostem de ser prefeitos. Prefeito que não gosta de ser prefeito é caso mais mais freqüente do que se pensa. Político que ganha uma prefeitura é tentado a pensar que prefeitura é pouco para sus talentos e merecimentos. Seria apenas uma escala na viagem, o purgatório a aturar antes de galgar ao céu do governoe stadual, talvez mesmo à Presidência (por que não, para quem acaba de ganhar a eleição numa grande capital?) ou no mínimo às delícias de uma deputação ou uma senatoria.A segunda coisa a esperar, decorrente da primeira, é que permaneçam no cargo até o fim do mandato. Político esta´sempre pensando no próximolance, como se sabe. Aliás, mais do que político, o analista político está sempre pensando no próximo lance. Mais se viu na imprensa artigo sore o efeito do resultado da eleição municial no quadro partidário ou na eleição presidencial do que naquilo que interessa, ou seja, na cidade. Muito se fala na febre de previsões que assola os economistas, mas a de que sofrem os comentaristas políticos a supera. O político, açulado pelo analista político, tende a ser tomado pela volúpia de querer mais, e com tal urgência que no meio do mandato já deixa o município para tentar a sorte num âmbito maior. Ou melhor: supostamente maior.A terceira coisa a esperar dos novos prefeitos é que atentem para a grandeza e a complexidade deste invento humano que é a cidade, anterior, e muito mais engenhoso, aos da província e do país. A cidade surge no momento em que a espécie humana é assaltada pela necessidade de viver em vizinhança e empreender atividades dependentes umas das outras. Não é à toa que da palavra "cidade" derivem "cidadão" e "cidadania" e qu de "civitas", a ancestral latina de "cidade" decorram "civilidade" e "civilização". Um velho documento da história do Brasil, o diário de viagem de Martins Afonso de Sousa, afirma que esse oficiala da coroa portuguesa criou duas vilas no que viria a ser o território paulista, de forma que seus habitantes pudessem "viver em comunicação das artes" e usufruir de "uma vida segura e conversável".Eis resumidos, na graça da linguagem quinhentista, alguns dos fundamentos da vida em cidades. Por "comunicação das artes", devem-se entender o inter-relacionamento entre os vários ofícios e o intercâmbio de serviços e marcadorias daí decorrente. Na referência à vida "conversável", "conversar" equivale a "conviver", mas não diexa de ser também o sentido que hoje emprestamos a "conversar" quando se tem em conta que conviver é falar com o outro. A cidade, lembranos esta palavra "conversável", tão bonita, ao modo em que está inserida no texto, é o lugar em que as pessoas se falam umas com as outras.A quarta coisa a esperar dos prefeitos é que se dêem bem com os governadores. Esse item é dedicado em especial (talvez se devesse dizer em exclusividade) aos prefeitos das capitais. Uma capital estadual é lugar pequeno demais para abrigar um prefeito e um governador com turmas e ambições divergentes, e, quanto maior e mais importante for a capital, menor será para esse fim. Os espaços de atuação do prefeito da capital e do governador são tão próximos que às vezes se confundem. Movem-se, um e outro, a um do passo curto-circuito. A hostilidade entre ambos, tão comum na história brasileira, pode resultar fatal para as cidades como o bombardeio por uma força inimiga.A quinta coisa talvez seja a mais utópica, mas vá lá: espera-se dos prefeitos que não tenham como horizonte apenas seus quatro (ou oito) anos de mandato. Político gosta é de inaugurar, e se não tem a inauguração ao alcance do mandato tende a pensar duas vezes antes de iniciar a empreitada. Esse é um dos otivos pelos quais as pgrandes cidades brasileiras estão tãoa ttrasadas na mais crucial das obras para a questão do trânsito - a montagem de uma capilar rede de metrô.Revista Veja5 de novembro de 2008







